
Baudrillard - do texto ao pretexto
Paulo Alexandre C. de Vasconcelos
2004 / Editora Alexa Cultural
Resumo
Nenhum filósofro da contemporaneidade, nos últimos 30 anos, causou tanto impacto entre os ocidentais, como Jean Baudrillard. Da pintura, ao vídeo, fotografia, cinema e teatro, são linguagens que já o tornaram como tema. Lembremo-nos de Mautrix. Baudrillard é um pensador da contemporaneidade mais crítico e vítima de críticas, como a de ser apocalíptico.
De cara, nos propõe revisões sociológicas numa ótica marxista para então pensarmos as discursividades do social e o seu poder que já se expressa na ância pelos objetos e na credibilidade do objeto do consumo - via o discurso publicitário. Adensa seu pensamento numa revisão crítica ao pensamento marxita, adentrando pelos meandros da esfera do valor, e ressignificando-o, pela proposta discursiva e dos signos. Sua obra cresce, passando de um estruturalista a um pós-moderno, em que as reflexões do signo já não bastam diante das novas trocas e suas densidades; o paroxismo já é imperioso. A morte é fatal, o sujeito, perambula e a panóplia de novos séquitos de sujeitos assuntados em simulacros se adensam nas janelas discursivas, com destaque para as eletrônicas. Vasconcelos, através de sua obra, ergue um estudo genético da obra do Baudrillard.
Apresentando-nos seu contexto social, das emanações de influências e formação, passando pelo constructo de seu pensamento. Sublinha os autores e as influências, por exemplo, fatais como: Nietzsche, Barthes e Bataille sobretudo que exerceram determinações marcantes na obra deste autor, a medida que aponta as marcas deixadas em sua arquitetura epistêmica.
A obra é para um público que deseja conhecer Baudrillard, ou seja, permite entender, inteirar-se de uma sequência acadêmica e intelectual de sua obra e percurso.