
"O Cotidiano Infantil Violento: marginalidade e exclusão social"
Trecho do prefácio por Maria Aparecida Baccega
O reducionismo na contextualização da violência é altamente prejudicial. A reflexão sobre violência há de levar em conta a sociedade como um todo, a inter-relação entre os fatos e acontecimentos, a história das relações de dominação e de exploração. A discussão da violência como caractéristica do sistema em que vivemos não adentra, ou adentra raramente, a agenda da sociedade. Excluindo-se a totalidade, a representação social da violência tem sido predominantemente a de um fenômeno "de fora", que caracteriza alguns grupos da sociedade. Sem dúvida, pobres e negros, sobretudo. É necessário que se amplie esta representação. Levar a pensar a violência como totalidade é o que consegue este livro.
O cotidiano infantil violento: marginalidade e exclusão social, organizado por Elza Dias Pacheco, é o coroamento de um processo que exigiu dos colaboradores o lado de participação política e social que deve caracterizar todo pesquisador,mas nem sempre devidamente compreendido no campo científico, em que ainda se ouve falar de "ciências neutra".
Resenha do livro